A importância de uma boa gestão em tempos de crise

Entre executivos e empresários é fácil perceber um consenso sobre a importância de uma boa gestão para o sucesso e o crescimento dos negócios. Porém, essa gestão precisa contemplar uma série de fatores, internos e externos à empresa, para ser de fato eficiente. Planejamento financeiro, gestão de pessoas, fortalecimento da marca, pesquisa, desenvolvimento e otimização de processos são apenas algumas das estratégias que devem ser elaboradas — e que demandam, também, uma análise rigorosa do mercado nacional e internacional, da concorrência, das mudanças nos hábitos de consumo da população, da chegada de novas tecnologias e, ainda, dos impactos de medidas políticas e econômicas anunciadas pelo governo. Assim, uma gestão enxuta em tempos de crise se torna ainda mais importante para a sobrevivência das organizações.

O país vive momentos bastante difíceis e boa parte das empresas se viram forçadas a reavaliar suas estratégias, cortar custos e buscar alternativas. Com os indicadores mostrando queda na produção industrial, no número de oportunidades de trabalho, na geração de renda, na liberação de crédito e nos gastos das famílias, fica fácil perceber um cenário conturbado e de alguma insegurança. Além disso, novas propostas estão em discussão e impactam diretamente na reação do mercado, como a alta do dólar, novos impostos, aumento nas tarifas e o fim da desoneração da folha de pagamento. Tudo isso exige muito planejamento e seriedade, para que as organizações possam contornar a crise e superar esses obstáculos. Nesse sentido, algumas medidas passam a ser necessárias e merecem uma atenção ainda maior, em especial, para garantir maior produtividade e eficiência.

A seguir, conheça os principais aspectos de uma gestão enxuta em tempos de crise:

Cultura da produtividade e do pensamento enxuto

A produtividade corporativa deve ser o alvo de uma gestão enxuta em tempos de crise, já que produtividade e competitividade são fatores interligados, capazes de garantir uma posição de destaque no mercado. Desse modo, é preciso encontrar soluções para produzir mais e melhor, com menos custos. Para tanto, é preciso considerar o uso de tecnologias, tanto nos processos produtivos e logísticos quanto para o gerenciamento de informações e tomada de decisões. O investimento em tecnologia pode levar a empresa a atuar em um outro nível de produtividade, trazendo um outro ritmo, mais veloz e dinâmico, às rotinas diárias.

Sistemas ERP para gestão empresarial, capazes de automatizar processos e integrar informações; CRMs para facilitar o relacionamento com os clientes; softwares de gestão financeira online ou com armazenamento de dados em nuvem, soluções para comunicação interna como chats e redes sociais corporativas, aplicativos mobile de controle de operações ou para gerenciamento de equipes externas são apenas alguns exemplos de tecnologias que favorecem a gestão enxuta.

Sendo assim, esse deve ser o foco de todos os gestores, equipes e colaboradores, por meio da adoção de uma cultura com foco em produtividade e no pensamento enxuto, que busca processos mais eficientes, ganhos em qualidade, melhor utilização dos recursos disponíveis, redução de gastos e desperdícios, além da satisfação e fidelização dos clientes.

Metas definidas para enfrentar a crise

Outra prática importante para uma boa gestão é assegurar que toda a equipe conheça a estratégia da empresa para enfrentar a crise, incluindo questões como adequação da capacidade produtiva, lançamento de novos produtos para diferentes nichos de mercado, planejamento de cortes de despesas e desenvolvimento de projetos adicionais. Essa estratégia deve ser traduzida em objetivos macro que, por sua vez, precisam ser desdobrados em metas coletivas e individuais, de forma a incentivar o engajamento e a participação das equipes. Nessas circunstâncias é fundamental envolver todos os times de trabalho, reforçar o potencial criativo e o senso de pertencimento, para superação dos desafios.

Gestão estratégica e abrangente

Uma gestão em tempos de crise deve ser inteligente. Quanto ao financeiro, é fundamental planejar uma redução de custos de forma coordenada, separando despesas de investimentos, sem colocar em risco a infraestrutura e a própria competitividade da empresa em um futuro próximo. Os contratos com fornecedores e prestadores de serviços devem ser revistos, bem como os custos fixos e variáveis, e possibilidades de flexibilização da jornada de trabalho dos colaboradores.

Contudo, os investimentos em treinamentos e capacitação dos colaboradores devem ser mantidos, afinal, equipes preparadas e competentes são essenciais para a sobrevivência das empresas em momentos de crise. A produtividade individual também precisa ser desenvolvida, uma vez que o capital humano tem grande influência nos resultados corporativos. Por isso, é preciso atentar-se para a atração e retenção de talentos, por meio de políticas sérias e sistematizadas de seleção de novos profissionais, assim como para a construção de uma reputação de boa empregadora.

A mesma atenção precisa ser dada às práticas relacionadas a gestão de pessoas. Em épocas difíceis, é fundamental investir em comunicação interna, compartilhando informações sobre a situação da empresa, mercado e desafios a serem superados. Essa medida cria uma relação de confiança entre gestores e colaboradores, reduzindo os impactos no clima organizacional. A transparência e a coerência são essenciais a uma boa gestão, o que explica a importância de se usar corretamente os canais internos de comunicação, como as reuniões gerenciais, e-mails, newsletters, jornais e o tradicional mural de avisos.

Outro aspecto que não pode ser negligenciado envolve o fortalecimento da marca perante o mercado. Durante a crise, é importante manter a divulgação da empresa, utilizando os meios mais apropriados para a criação de uma estratégia de marketing bem elaborada. Atualmente, existem diversas possibilidades para aproximar a marca de seus consumidores e clientes, e todas elas devem ser bem exploradas. É importante lembrar que, em tempos difíceis, também é preciso reforçar a identidade e imagem corporativas, a fim de fidelizar e conquistar novos consumidores e clientes.

Lean Management

A gestão enxuta é, atualmente, a base para uma produtividade elevada, assim, é fundamental adotar o conceito de maneira irrestrita e estendida para toda a organização. Afinal, com o Lean Management é possível reestruturar e otimizar processos produtivos e administrativos, eliminar estoques, reduzir desperdícios, falhas, retrabalhos e tarefas que geram custos a empresa, mas que não agregam valor para o cliente. O pensamento enxuto mantém o foco na integração de processos e funções, criando assim um sistema unificado, com informações e dados centralizados, o que permite uma visão ampla da operação, facilitando a identificação de gargalos, desvios e problemas. O maior benefício da implantação do Lean Management consiste no aumento dos ganhos financeiros, por meio do aumento da produtividade corporativa e de uma sensível redução de custos internos. Seus princípios se encaixam perfeitamente a uma gestão mais inteligente, dedicada às necessidades do mercado, eliminando desperdícios e gerando resultados para o cliente.

Na verdade, o objetivo de uma gestão enxuta tempos de crise deve ser conseguir o melhor resultado possível, por meio da criação de uma cultura de aperfeiçoamento constante, de forma que os esforços estejam direcionados para a otimização dos processos e dos recursos. E essa cultura deve permear toda a organização, atingindo todos os níveis hierárquicos, departamentos, gestores, equipes e colaboradores, contribuindo, assim, para o crescimento da empresa e para a superação dessa crise, de maneira mais eficaz e positiva.

Sua empresa já adotou o Lean Management? Compartilhe conosco as suas experiências em gestão enxuta!

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